A descontinuação de medicamentos, bem explicada
Informação em linguagem clara com base nas Diretrizes de Desprescrição de Maudsley, no Manual de Ashton e em investigação revista por pares — cada afirmação com fonte, cada artigo datado. É educação, não aconselhamento médico: faça-o com quem lhe prescreve.
Como falar com o seu médico sobre deixar a medicação
Um guia calmo e prático para abordar a desprescrição com o seu médico prescritor: o que preparar, guiões exatos a usar, os dados que ajudam e como lidar com a resistência.
Comprimidos para dormir vs. sedativos: são a mesma coisa?
Comprimido para dormir, sedativo, tranquilizante, hipnótico, ansiolítico — os rótulos sobrepõem-se e muitas vezes descrevem o mesmo fármaco. O que os distingue e porque importa ao parar.
Conheça o seu medicamento: benzodiazepinas vs fármacos-Z vs DORA
Um guia em linguagem simples para identificar a classe do seu medicamento para o sono ou a ansiedade — benzodiazepina, fármaco-Z, DORA — e porque a classe decide como deve parar.
Cronologia da descontinuação de antidepressivos: sintomas e duração
A descontinuação de antidepressivos começa muitas vezes 1 a 4 dias após uma redução da dose, com sintomas gripais, sensoriais e do sono. A maioria melhora em semanas; alguns duram mais.
Deixar as benzodiazepinas: a abordagem do Manual de Ashton
A abordagem do Manual de Ashton à redução de benzodiazepinas usa uma redução lenta guiada pelos sintomas, mais substituição por diazepam. Nunca pare de forma abrupta — arrisca convulsões.
Descontinuação de antidepressivos vs. recaída: como distinguir
A descontinuação começa dias após uma redução da dose e alivia poucos dias após repô-la; a recaída instala-se ao longo de semanas e parece a sua doença original. Como distinguir.
Fármacos-Z (Ambien, Lunesta): dependência e redução segura
Os fármacos-Z como o zolpidem e a zopiclona podem causar tolerância, dependência e insónia de rebound. Saiba formas baseadas na evidência, supervisionadas pelo médico, de os reduzir.
Janelas e ondas: porque a recuperação da abstinência não é linear
As janelas são períodos em que se sente normal; as ondas são o regresso dos sintomas. A recuperação da abstinência de medicação não é linear — eis porquê e como lidar.
Manter e repor a dose numa redução: quando a abstinência agrava
Manter significa ficar na dose atual até os sintomas de abstinência assentarem; repor significa voltar a subir — ferramentas planeadas para um agravamento, não um fracasso.
O que são os brain zaps na descontinuação de antidepressivos?
Os brain zaps são sensações de choque elétrico da descontinuação de antidepressivos, muitas vezes desencadeadas pelo movimento dos olhos. Não são perigosos, mas indicam uma redução rápida demais.
Ocupação de recetores: porque os últimos miligramas são os mais difíceis
A ocupação de recetores explica porque os últimos miligramas de uma redução de ISRS são os mais difíceis: o transportador da serotonina satura depressa e doses ínfimas ainda bloqueiam muito.
Parar os hipnóticos DORA: Quviviq, Dayvigo, Belsomra
Os fármacos DORA para o sono (daridorexant, lemborexant, suvorexant) bloqueiam os sinais de vigília, não o GABA. Os ensaios não mostram insónia de rebound nem abstinência ao pará-los.
Quando e como começar a redução gradual: métodos, sintomas e o que lhe convém
Como avaliar se é o momento certo para reduzir um medicamento, comparar os principais métodos de redução gradual, os sintomas a esperar e como adaptar a abordagem ao seu fármaco e situação.
Redução gradual hiperbólica: cortes proporcionais vs. fixos
A redução hiperbólica reduz o fármaco numa proporção da dose atual, pelo que cada corte encolhe à medida que desce — acompanhando a ocupação de recetores e aliviando a abstinência.
Sono e abstinência de medicação: porque falha e como o proteger
O sono é muitas vezes a primeira vítima de uma redução da dose. Saiba porque a abstinência o perturba, como distinguir insónia de rebound de recaída e o que o protege.